GAL

Tomás Lourenço

t LourençoPara os amantes de provérbios, este livro é uma pequena delícia. Impossível lê-lo sem umas boas gargalhadas.Pelo humor, claro, espírito lúdico e criatividade.
As ilustrações de Pedro Pousada dão-lhe o brilho final.

No prefácio, sempre num tom entre o jocoso e o sério, após uma dissertação sobre o papel da antroplogia nas sociedades actuais, conclui: Doravante, ao antropólogo cabe, para além do papel de investigador, também o papel de inventor e criador de cultura. Apela-se, portanto, ao leitor para que também ele se transforme num criador, acrescentando por sua conta e risco todas as parvoíces que lhe venham ao espírito. Mãos à obra”.

Ainda sobre a lista de provérbios para tempos de crise, podemos referir mais alguns:

--- Teso que quer nas Canárias fazer férias de duas semanas compre um par de barbatanas.
--- Isto está pior outra vez, ao ordenado sobra cada vês mais mês.
---Do milagre do pão só vêem a multiplicação, que talvez pouco valha, se atendermos ao tamanho da cada migalha.

E sobre outras temáticas:
Divisão das tarefas domésticas entre marido e mulher- Na divisão de tarefas conjugal ela lava a loiça e eu leio o jornal.
Sobre os perigos das esplanadas com pombos- Esplanadas com muitos pombos, mal te descuidas, cagam-te nos ombros.
Ou sobre o buraco de ozono- É de tirar o sono, pensar que o sol espreita pelo buraco de ozono.