Conheci esta lenda através de Pierre Rabhi (1938), um homem cuja vida e ensinamentos é uma fonte de inspiração e de reflexão, que nos impele a mudar a nossa visão do mundo e a fazer algo pelo planeta em que vivemos.
Nascido no sul da Argélia, é educado por um casal francês depois de, aos cinco anos, ter ficado órfão de mãe.
Em 1960 vai para Paris e uma curta passagem como operário numa fábrica muda a sua vida. Decide deixar Paris e com a mulher Michelle, que conhece na fábrica, e partem para Ardèche, uma zona do centro de França, para se dedicarem à agricultura.
Inicia uma formação na área e, ao perceber como a agricultura moderna se desviou de todos os princípios básicos ecológicos, torna-se um dos grandes defensores da agricultura biológica. Passa a ensinar em França e um pouco por todo o continente africano. A sua luta incansável contra a desertificação leva-o a iniciar programas de formação na Tunísia, em Marrocos, no Senegal e muitos outros países.
Consciente de que a lógica cega do ganho está a ameaçar o planeta e a desequilibrar a vida do homem na terra, apela à insurreição das consciências, que passa por abandonarmos, de uma vez por todas, o Mito do Crescimento Infinito.
Autor, entre outros, do livro La Sobriété heureuse ( A Sobriedade Feliz) criou, em 2006, a Associação Colibri, um movimento que defende a terra e os valores humanistas, assente nos três ideias-pilares que fundam a sua visão do mundo: a Autonomia, a Ecologia e o Humanismo.
Perante o sentimento de impotência que hoje esmaga o cidadão do mundo globalizado, conta a lenda do Colibri e defende que, se cada um de nós fizer como o colibri, o mundo pode realmente mudar.