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Estoicismo

 
livro

Falar de Séneca é falar do estoicismo e falar do estoicismo é falar de Epicuro (342 a.C-270a.C), um dos seus mestres.

O fundador da escola foi Zenão de Cício (334 a.C-262 a.C). O nome estoicismo deriva de stoa= pórtico, pois Zenão ministrava os seus cursos, de modo muito informal, por debaixo de uns pórticos com colunas ornadas de pinturas, na Praça Pública de Atenas.

Curiosamente, quando designamos alguém de epicurista, estamos a falar de uma pessoa que privilegia os prazeres da vida, de um amante dos prazeres sensuais. Isto é, o epicurista parece estar nos antípodas do estóico. A palavra sensualidade aparece sempre, aliás, em todos os dicionários para definir o epicurista.

Ora, nada está mais longe do pensamento (extremamente complexo) de Epicuro. Viver bem, para este filósofo que marcou até hoje pensadores, artistas, políticos e cidadãos comuns, consiste em evitar a dor e não em procurar o prazer, atingir a ataraxia- tranquilidade da alma.

Evitar a dor passa, naturalmente, por sabermos distanciarmo-nos das multidões e dos seus julgamentos. Sabermos ser independentes da opinião dos outros.
É disto que fala Séneca nesta passagem:

a opinião da multidão é indício do pior. Procuremos, pois, aquilo que é o melhor e não o que é mais comum. Tenho, para distinguir o verdadeiro do falso, um melhor e mais seguro critério; o bem da alma tem de ser descoberto pela alma.