GAL

Cícero

da VCol B.I, 2009, tradução Carlos Humberto Gomes.

Cícero (107 a.C - 44 a.C), excelente orador, político, poeta e filósofo, disserta, neste delicioso livro que se intitula Catão, o Velho, ou da Velhice, sobre os benefícios da idade.

Simulando um diálogo entre Marco Pórcio Catão, Caio Lélio e Cipião Emiliano- trata-se, na verdade,  de um longo monólogo, dada a escassa intervenção das outras duas personagens em cena- defende que a razão dos lamentos da velhice reside na maneira como se vive e não na própria idade. 

Diz Cícero que quem não sabe viver a velhice, também não foi um grande mestre em viver a juventude e a maturidade. Pois um dos prazeres da velhice consiste, precisamente, na satisfação do que se fez e conseguiu realizar: a recordação de inúmeros actos louváveis constitui uma grande felicidade.
Assim, quem vive mal a velhice é porque, de alguma forma, falhou a vida.

Para aqueles que não possuem eles próprios, qualquer recurso para viver bem e com felicidade, para esses toda a idade é penosa.Para aqueles que reclamam para si todos os bens, para esses nenhuma coisa, que a necessidade natural possa trazer, pode ser vista como um mal.