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Catarina: sinto-me sugada pelo tempo

LITTERATURE-SAINT-EXUPERY-AVIATION

O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), (Ed Caravela, tradução de Joana Morais Varela),
tem sido ao longo dos tempos a Bíblia das crianças e de alguns adultos: traduzido em todas as línguas, vendido aos milhões, é um conto impregnado de nostalgia e de melancolia.

Não admira.

É um filho directo da segunda guerra mundial.
Um livro escrito por um homem atormentado pelo destino do mundo e do seu país que, exilado em Nova York ( entre 1941 e 1943), cria a história de um pequeno príncipe também ele exilado na terra.

Os exilados têm um olhar mais acutilante sobre o mundo que os rodeia. Assim, o Principezinho vai denunciando as vaidades e os ridículos do ser humano.

O livro foi publicado primeiro nos Estados dos Unidos, em 1943, e dois anos depois em França, já o autor tinha morrido.
Saint-Exupéry, amante do deserto, morreu no seu elemento de eleição: no ar, a pilotar.

Piloto de avião, morreu a 31 de Julho de 1944, numa operação de reconhecimento da costa francesa que tinha de fotografar, na eventualidade de um desembarque dos aliados.
Morte – abatido por um avião alemão- ou suicídio?
Muito se especulou e continua a especular sobre o assunto.
Os restos do avião foram encontrados em 1998 por um pescador de Marselha.

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Diz O Principezinho:
Os homens bem se encafuam dentro dos comboios, mas já não sabem do que andam à procura. Portanto, não fazem senão andar à roda...